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Zé Mário Branco

Há vinte anos fiz uma viagem de carro Lisboa – Porto com o José Mário Branco, rumo a um espetáculo comemorativo dos 25 anos do 25 de Abril chamado “As Margens da Alegria”. Depois de uma semana de ensaios era a primeira vez que tinha a oportunidade de lhe dizer que adorava a sua música e que sabia de cor todas as letras de pelo menos três álbuns. Mas faltou-me coragem e não lhe disse nada. Durante a viagem conversou-se sobre Fernando Lopes-Graça, o Camané, Leça da Palmeira, os azulejos da Estação de S.Bento, a poesia de Antero… Foram duas semanas de trabalho em que cada minuto foi uma lição. Creio que as fotos dessa digressão se terão perdido no incêndio que destruiu a antiga sede do Tocá Tufar e nunca escrevi as minhas memórias desses dias. Por isso, quando eu morrer, essas memórias irão comigo. A música do Zé Mário ficará para sempre e o Carvalhal será sempre nosso.

Sofia Borges

Uma das músicas tocadas nessa comemoração foi “Eu vi este povo a lutar (Confederação)” do álbum “Ser solidário”, com instrumentos musicais tradicionais portugueses.

 

“Ruth” nos Portuguese Cinema Days in Berlin 2019

A mostra Portuguese Cinema Days in Berlin 2019 arrancou com a estreia na Alemanha do filme Ruth e a presença do realizador António Pinhão Botelho.

Podia falar de tudo o que correu bem – a casa cheia, o longo debate com o público no final, as perguntas muito boas que foram feitas ao realizador, as respostas muito boas que ele deu, e mais o seu pedido a uma senhora da assistência “dá-me licença de anotar estas suas palavras para as usar de futuro?”, a conversa que se prolongou animada no foyer do Moviemento – mas prefiro focar-me no que para mim vai ficar inesquecível:

– a cara do Tiago Cutileiro quando, depois de apresentar o filme, desenrolou um cachecol do Sporting e o pôs à volta do pescoço;

– o abraço amigo entre este sportinguista e este benfiquista (um benfiquista de pai e mãe!)

Na abertura da nossa mostra de cinema português em Berlim, foi um nunca acabar de golos: Ruth marcou golos, o António Pinhão Botelho marcou golos, a Fátima Lacerda marcou golos, o Tiago Cutileiro marcou golos, o público marcou golos, as Embaixadas de Portugal e de Moçambique marcaram golos, o cinema Moviemento marcou golos, e até o vinho do Porto mandou alguns à trave. Eu marquei um franguito ou dois, mas não interessa: o resultado final foi francamente positivo, e ganhámos todos, pois claro!

No dia 7 é a vez de Raiva, de Sérgio Tréfaut. Um filme que é um nunca acabar de prémios.

[ Helena Araújo ]

Portuguese Cinema Days in Berlin 2019


PROGRAMA / PROGRAM



30.09 – 19:30 – RUTH – Première in Germany
António Pinhão Botelho, 2018, drama
Special Guest: António Pinhão Botelho

07.10 – 20:00 – RAIVA / RAGE
Sérgio Tréfaut, 2018, drama

17.10 – 20:00
I. PRONTO, ERA ASSIM / THAT’S HOW IT WAS
Joana Nogueira + Patrícia Rodrigues, 2015, animated documentary / documentário animado

II. LUZ OBSCURA / OBSCURE LIGHT
Susana de Sousa Dias, 2017, documentary / documentário

21.10 – 20:00 – DIAMANTINO
Gabriel Abrantes + Daniel Schmidt, 2018, drama

29.10 – 20:00 CHUVA É CANTORIA NA ALDEIA DOS MORTOS / THE DEAD AND THE OTHERS
João Salaviza + Renée Nader Messora, 2018, drama

Kino Moviemento – Kottbusser Damm 22 – Berlin Kreuzberg
Ticket Price / Preço: 5 €

All films, except “Diamantino”: original Portuguese version with English subtitles
Diamantino: original Portuguese version with German subtitles

Portuguese Cinema Days in Berlin 2019 are an initiative of 2314 – Portugiesischer Kulturverein in Berlin e.V., supported by Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

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